No chão da fábrica

Dia da Consciência Negra: Em parceria com o Centro de Observação Penal – COP, o IPCDH construiu uma atividade com os custodiados da unidade supracitada, no dia 20 de novembro de 2015, em homenagem ao Dia da Consciência Negra. A referida atividade contou com a presença musical dos Rappers Resistência Poética e Giovanni Sobrevivente. Além do diretor da unidade, Luiz Alberto Bomfim, também esteve presente o Superintendente de Ressocialização da SEAP, o senhor Luís Antônio Fonseca.

ENEM: Entre os dias 07 e 28 de outubro, foram realizadas aulas de todas as disciplinas do curriculum do curso médio para a realização das provas para o ENEM. Estiveram envolvidas no curso as unidades do COP, Cadeia Pública e Presídio Feminino. Participaram da atividade pedagógica professores voluntários, com o empenho dos diretores das mencionadas unidades e a certificação pela SEAP, precisamente a Superintendência de Ressocialização.

Mulheres Encarceradas: No intuito de empoderar politicamente as custodiadas do Conjunto Penal Feminino de Salvador, o Instituto, juntamente com a Secretaria de Políticas para as Mulheres e com a superintendência de ressocialização, construiu a primeira Conferência de Políticas para as Mulheres, dentro do Complexo Penitenciário.

Dia Internacional da Mulher: Pautado no compromisso em Defesa dos Direitos Humanos, principalmente no tocante a questão de gênero, o instituto compôs a mesa em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, no dia 08 de março de 2016.  

Luta pelo direito à Universidade: Diante da valorosa aprovação de alguns custodiados no Enem e matrícula na Universidade Federal da Bahia, foi construída uma Frente de Trabalho com a perspectiva de garantir que eles possam frequentar às aulas. Participam do grupo, além do IPCDH, a Defensoria Pública, Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social, Comissão do Sistema Prisional da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Bahia, a Universidade Federal da Bahia e a Seap. Destaque-se o trabalho pioneiro que a Defensoria vem buscando, considerando o ineditismo da demanda que já está judicializada. A frequência à Universidade aqui em nosso Estado ainda não tem precedentes, daí a luta aglutinar várias forças institucionais estatais e da sociedade organizada.

Aqui, o papel da Defensoria Pública, na pessoa do Sub coordenador da área criminal, Maurício Saporitto, tem sido de muita importância para travar essa batalha. Mas, se o discurso de ressocialização tiver uma perspectiva de prática, venceremos a guerra e os custodiados que se submeterem ao Enem, selecionados e matriculados nas instituições de ensino superior, poderão buscar novos rumos para suas vidas através da Universidade.

Venha participar dessa luta!!